Um dos resultados mais surpreendentes de pesquisa feita com mais de 16 mil alemães foi o fato de 36% das mulheres se masturbarem com mais frequência durante a pandemia, contra  “apenas” 25% dos homens.

A pesquisa foi feita pela Orion – gigante alemã na fabricação, distribuição e revenda de brinquedos eróticos –  para descobrir como a vida sexual mudou durante a crise do coronavírus. Cerca de 75% dos participantes se declararam felizes com sua vida sexual. Entre os que não estavam, o principal motivo (citado por 85% dos homens) foi a falta de sexo.  As mulheres apresentaram razões mais pessoais para sua insatisfação: se estão desconfortáveis com a pele ou com dificuldade em atingir o orgasmo, isso as deixa descontentes com sua vida sexual. Os homens, por outro lado, preferem culpar circunstâncias externas por sua insatisfação: muito pouco sexo, pouca variedade na cama, muito estresse na vida cotidiana, falta de imaginação com o parceiro (a) ou falta de desejo.

Brinquedos em alta

Apenas 6% dos entrevistados não tinham experiência com brinquedos sexuais. Quase um quarto já experimentou pelo menos um brinquedo, enquanto 63% usaram mais de um, levando a Orion a concluir que possuíam vários produtos.  Aliás, o número de pessoas que não tem experiência com os brinquedos é quase tão alto quanto o número de entrevistados que dizem: eu conheço todos eles.

Quando se tratava de razões para fazer sexo, ‘eu quero me divertir’ foi a resposta mais comum. O desejo de intimidade ficou em segundo lugar para as mulheres, e o orgasmo para os homens. Para os alemães, os fins de semana são o momento mais popular para o sexo – e de preferência à noite.

Fantasias 

Pensamentos são livres – e isso também se aplica na cama. Quase 50% dos entrevistados imaginam estar fazendo sexo com outra pessoa que não o (a) parceiro (a) às vezes ou quase sempre. A infidelidade mental é praticamente igual entre os gêneros – 52% das mulheres afirmaram que nunca fazem isso, contra 50% dos homens. Então, em quem as pessoas pensam? A maioria dos que pensam em outras pessoas durante o sexo faz um filme extra com amigos. Pessoas fantasiadas ficam em segundo lugar, e carteiros, babás ou encanadores às vezes brincam junto.

Outro resultado interessante foi que um terço dos homens disse usar o sexo como um substituto para o esporte, enquanto as mulheres eram mais propensas a querer se sentirem “vivas” quando fazem sexo. Uma em cada quatro mulheres e um em cada três homens disseram que agora assistem a mais filmes pornográficos. E três quartos dos solteiros têm mais fantasias eróticas do que antes do surto do coronavírus.

Mais sexo na pandemia

Uma coisa é certa: a pandemia nos deu mais tempo livre, já que as atividades de lazer e os contatos sociais estão suspensos ou restritos. Para muitos, o tempo adicional ganho acaba na conta do sexo: 59% dos participantes da pesquisa afirmaram dedicar mais tempo para fazer sexo do que o habitual, seja testando um novo brinquedo erótico ou novas posições. O coronavírus restringiu nossas vida, mas a pesquisa revelou que, em muitos casos, inspirou um amor por si mesmo e pelo parceiro (a).