A masturbação e o uso de sex toys têm impacto relevante para o bem-estar físico e emocional das pessoas. Essa foi uma das principais conclusões da pesquisa feita com 10 mil homens e mulheres, em nove países, pela Tenga, empresa japonesa de bem-estar sexual.

Ao contrário de outros relatórios sobre o assunto, esta pesquisa não mediu apenas o comportamento sexual e atitudes frente à masturbação, mas explorou também a ligação entre prazer – obtido individualmente ou durante o sexo – e seu impacto no bem-estar físico, emocional e na sociedade como um todo.    

Alguns destaques da pesquisa

Sabe qual o país onde as pessoas mais se masturbam? Na Espanha, onde 93% dos entrevistados responderam sim à pergunta. O segundo foi o Reino Unido, com 91% e o terceiro, a Alemanha. A China ficou em último lugar entre os nove países, com 73% de respostas positivas.

Em geral, as pessoas se masturbam para satisfazer impulsos sexuais, para ter prazer e para relaxar ou aliviar o stress. Outros motivos, como afastar o tédio, ajudar a dormir ou não conseguir encontrar um parceiro também foram listados, mas com porcentagens mínimas.  Porém, ao se masturbar, os homens chegam ao orgasmo com mais frequência que as mulheres. A maior diferença está entre os americanos, com 59% para os homens e 42% para as mulheres. A menor ficou  com os franceses: com 47% para os homens e 44% para as mulheres.

Nos Estados Unidos, como na Alemanha, as mulheres tendem a achar que a masturbação traz mais prazer do que o sexo a dois. Já os homens acreditam no contrário. A pessoas LGBTQ também preferem ter relações sexuais. Na Espanha, as mulheres consideram a masturbação tão agradável quanto a relação sexual.

A maioria dos entrevistados também se masturba pelo menos uma vez por semana. O que mais os excita enquanto se dão prazer é assistir a programas de conteúdo adulto ou fantasiar. Os homens americanos, assim como os ingleses consideram – pasmem!- que pizza é afrodisíaca. Para as mulheres americanas, morangos, chocolate e vinho fazem a mágica. Os franceses, tanto homens quanto mulheres, ficam excitados com gengibre, chocolate, chili, álcool e bananas. Entre os espanhóis, o melhor afrodisíaco é o chocolate, mas morangos, frutos do mar e canela também podem deixá-los excitados.

Fazer sexo, se masturbar ou dormir são, para os americanos, ingleses e espanhóis, por exemplo, as melhores atividades para quem quer reduzir o stress. Os franceses gostam de sexo, música e dormir.  Os alemães elegem em primeiro lugar dormir, depois ouvir música e em terceiro fazer sexo.

Para os entrevistados a masturbação em geral tem impacto positivo sobre o estado de humor, saúde, funcionamento do cérebro, apelo sexual, autoconfiança, energia, relacionamento amorosos, produtividade e aparência.

O que dá mais prazer às pessoas?

Relacionamentos sexuais foram considerados a atividade mais prazerosa entre americanos, ingleses, franceses, espanhóis, chineses e coreanos. Já para os alemães, nada dá mais prazer do que receber um abraço. E os japoneses dão preferência a saborear uma refeição deliciosa. Agora, para as pessoas de Taiwan, estar com pessoas que amam é imbatível.

Mais de metade dos entrevistados, entre 18 e 54 anos, já usaram sex toys, com as mulheres à frente dos homens. Os brinquedinhos costumam a entrar na vida das pessoas com o passar dos anos, e pessoas LGBTQ os usam mais que os heterossexuais.

O poder dos sex toys

Em todos os países, as mulheres que usam sex toys se declaram mais satisfeitas com sua vida sexual do que as que não usam, especialmente quando se trata de qualidade da masturbação, qualidade do orgasmo e a frequência do orgasmo.

Já os homens que usam brinquedos sexuais não apenas relataram sentir mais satisfação durante a masturbação e o sexo, como também mais satisfeitos com seu próprio desempenho sexual e suas conexões emocionais com suas (seus) parceiras (os).