Fazer sexo deveria ser algo simples. Na prática, porém, a coisa ficou bem diferente. Ao longo da história, o ato de fazer sexo foi sendo enredado numa trama de questões religiosas, econômicas, sociais e emocionais. Então, a primeira coisa a fazer é descomplicar o sexo e libertar-se de todos os tabus, preconceitos e dos ideais de beleza propagados pelas redes sociais e publicidade, que acabam por atrapalhar o desfrutar desta importante e deliciosa função do corpo humano.

Em matéria de sexo não existe certo ou errado, tudo é permitido. Claro: desde que consentido. Veja bem, ser permitido não quer dizer que é obrigatório ou imprescindível, portanto vale o que você quiser e funcionar pra você.

Partindo para a ação

Pra “se sair bem” na cama com outra pessoa é fundamental que você conheça bem  seu corpo e seus mecanismos de prazer.

As sessões de sexo individual – a boa e velha masturbação – são excelentes para isso. São como um treinamento que nos permitem conhecer melhor as potencialidades de cada zona erógena do nosso corpo e o tempo de reação a cada tipo de excitação.

Livre-se já de qualquer preconceito e experimente as delícias do sexo a um. Se precisar de um incentivo, use e abuse dos sextoys: anéis penianos, fleshlights e vibradores. Eles são excelentes companheiros para você descobrir mais sobre si, desenvolver a imaginação, liberar suas fantasias. Além disso, está é uma ótima oportunidade para conhecer melhor o funcionamento e as possibilidades de cada um. Deixar para ver como funciona na hora “H”, pode causar atrapalhações e muito provavelmente pode virar um “anticlímax”, ou seja, esfriar o clima ao invés de esquentar. (mais informações nos posts “Desejo a for da pele”, “O poder da imaginação”, publicados anteriormente aqui no blog).

Sexo a dois (ou mais)

Aprenda a ler os “sinais” emitidos pela outra pessoa, sem esquecer-se de enviar também os seus “sinais”. Comunicação verbal e não verbal.

Comunicação verbal: estímulos funcionam melhor do que ordens, avisos evitam que a situação se complique. Oriente, ajude a(o) parceir(o). Nem sempre dá para descobrir com antecipação o que cada pessoa gosta e como gosta.

Comunicação não verbal: esteja alerta para os movimentos do corpo, para o ritmo da respiração, gemidos, sussurros, olhares, para suavidade ou a intensidade de toques e carícias, para o cheiro de um perfume, da pele ou da intimidade, para o “gosto” da boca e do sexo da(o) parceira(o).

Ter um roteiro em mente pode ajudar. Seguir este roteiro à risca pode atrapalhar.

Táticas que funcionaram bem outras vezes nem sempre são garantia de sucesso num novo jogo que estará rolando ao vivo e em cores diante de você.

Cada pessoa é uma pessoa, cada dia é um dia. E isso vale para você também. Calor, frio, problemas familiares, profissionais, existenciais, pessoas tímidas, pessoas extrovertidas, tudo tem de ser levado em conta para descobrir o que funcionará melhor com aquela pessoa, naquele dia, naquele momento.

Lembre-se: Se você aguçar os sentidos e aperfeiçoar a técnica estará mais que equipado para uma boa transa, chegar ao prazer e proporcionar prazer com muita competência e satisfação. Afinal, as melhores transas, as inesquecíveis, sempre são aquelas em que a química e o envolvimento despertam seu sexto sentido.