150 anos de vibração!

Você sabia? Neste ano, comemora-se 150 anos da criação do primeiro vibrador. Cento e cinquenta! E vale a pena conhecer um pouco da importante e curiosa história deste fascinante artefato que diz muito sobre a evolução da mulher neste período.

Criado em 1869 pelo Dr. George Taylor e batizado com o nome insuspeito de “Manipulador”, o invento originalmente tinha finalidade terapêutica, em casos psiquiátricos.  Era utilizado no tratamento da “histeria”, nome pelo qual naquela época era chamada a “doença” que acometia apenas mulheres. Os sintomas deste “mal”? Irritabilidade, ansiedade, choro, falta ou excesso de apetite e outros altos e baixos dos humores femininos. A causa? Deslocamentos no útero (pois é…). A prescrição médica? Massagens no clitóris até a “paciente enferma” atingir o paroxismo histérico (conhecido hoje como orgasmo).

Vapor e manivela

A primeira engenhoca era movida a vapor e seu motor tinha que ficar alojado numa sala separada e – vejam só – chegou para atender  a uma demanda dos médicos de então, que reclamavam  do cansaço nos dedos após as sessões de manipulação do clitóris das “pacientes”, diagnosticadas com “histeria’.  É importante  assinalar que esta “técnica”, vamos chamar assim, não tinha conotação sexual pois envolvia apenas estimulação externa e, naquele tempo, conforme era ensinado por vovô Freud, o prazer feminino “maduro“ necessariamente tinha de envolver penetração vaginal.  Que coisa não?

O sucesso trouxe rápidas inovações ao produto. Em 1880, o médico inglês Joseph Mortimer Granville criou um vibrador movido à manivela e em1902, a Hamilton Beach, fabricante americana de eletrodomésticos, lançou o primeiro vibrador elétrico. A “cura” para a “histeria feminina” podia ser levada para casa e o milagroso aparelho “terapêutico” passou a ser comprado pelos maridos para aplacar os “males” de que suas esposas padeciam.

Preconceito

Com o tempo, vieram as mudanças na maneira de encarar o “objeto” e a “terapia”.  Nos anos 20, devido a vários fatores – entre eles a utilização de vibradores em filmes eróticos-, e finalmente as óbvias conotações eróticas do aparelho vieram à tona, porém, atreladas a aspectos negativos como vulgaridade, libertinagem e pecado. O processo de aceitação dos vibradores foi reiniciado somente na década de 50, com a revolução sexual e maior independência social e econômica da mulher.

De lá pra cá, muita coisa mudou.  A Ciência passou a reconhecer o sexo e o desejo sexual como funções vitais e naturais do ser humano, desvinculadas da mera função de reprodução da espécie.  A sociedade, por sua vez, também passou a tratar com mais naturalidade o sexo, o desejo e o prazer sexual e a diversidade de modalidades e opções sexuais.  Sim, sim, sim,…  sabemos que ainda existe gente apegada a fundamentalismos religiosos,  tabus sociais e sentimentos de pudor, vergonha, etc.  Que fazer?  Cada pessoa é uma pessoa e cada um faz o quer. Ou o que pode.

Comande seu prazer

O fato é que hoje você pode encontrar vibradores fabricados com materiais especiais, funcionamento silencioso e com potência regulável.   Já existem modelos para estimulação masculina, para estimulação simultânea de homens e mulheres e até mesmo para estimulação por controle remoto!  Por fim, a evolução no design: além dos formatos mais clássicos inspiradores no pênis, você encontra uma infinidade de modelos que não despertam qualquer suspeita. Conclusão: já estamos em 2019 e quem sabe e comanda seu prazer é você.

Escolha o seu e boas vibrações!

 

Vibrador G Spot Pepper A

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Massageador e Estimulador 5 Velocidades Impulse – Absoloo

Vibrador com Estimulador Clitoriano – Laura